Cláusulas Secundárias

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Cláusulas Secundárias

Mensagem por Seoulite em Ter Jun 21, 2016 2:58 pm


Secundárias


É natural e orgânico se adaptar às regras de um jogo, que boicotam eficientemente a única constante do universo: o caos. Entretanto, o fato de que a harmonia de alguns respalda na destruição para outros exige a elaboração de cláusulas regentes em universalidade, seja ela pétrea ou não. Seoulite, como todos os outros jogos, também seguem algumas regras específicas. Apesar de únicas, essas condições são naturalmente acessíveis e também flexíveis, enquanto tratam de um ambiente, sobretudo, humano e cosmopolita.

Essenciais, as condições iniciais devem ser notificadas por todos, já que a moral e a ética são alguns pontos falhos no ambiente em que nos inserimos. Apesar de descartável, o detalhamento das leis menores se faz necessário na regência de uma complexidade que colabora para uma experiência mais real e agradável em Seoulite e seus desdobramentos. Em um acompanhamento estruturalmente teórico, todas essas pequenas leis são elevadas ao cargo de uma moralidade sintética, inconscientemente seguidas no ambiente online enquanto acopladas ao conhecimento do jogador para uma conduta brilhante que poderá vir a ser premiada.



1. Concepção: Com um estalar de dedos as portas do RPG se abrem e você se encontra no meio de dezenas de outros personagens que, geralmente, aspiram a mesma coisa: protagonismo. Veja só, arquitetar um personagem inovador e complexo que ultrapasse os clichês presentes na maioria dos jogos é o primeiro passo para sair à frente na busca pela diferenciação dos demais. Seu personagem não é um recém-nascido, pode até ser uma criança de doze ou treze anos, entretanto, esconde um passado e isso molda indubitavelmente a sua personalidade e o modo com que entende o mundo: isso é uma mecânica inteligente e que deve ser explorada em totalidade, geradora de um trabalho árduo da projeção da sua própria consciência para uma segunda, a relação entre jogador e seu personagem é de uma complexidade ímpar, por mais que sejam, na teoria, a mesma pessoa.

Entenda essa porção dos guias como uma iniciação superficial em elaborar personalidades únicas, projetando-se além do esperado e, portanto, blasé.

Montar um castelo de Lego é tão processual e metódico quanto a adição de características para seu personagem: ele terá especialidades e uma identidade única que o molda como um ser humano (ou não) e portanto varia de uma segunda porção de defeitos e qualidades com um contraste absolutamente visível. Gerar um molde surrealista que tende à perfeição – e com ela eu não quero dizer a ideia perfeccionista da inocência ou qualquer falácia do mundo estético ou de talentos impecáveis, mas sim de toda e qualquer manifestação de habilidades sobre-humanas que não digam respeito a sua mutação em si – é inadmissível e até abre brechas para um eventual deboche alheio. Interpretar alguém sem qualquer defeito é, no mínimo, desprezível.

A primeira definição de quem você representará no role playing game é, certamente, de suas especialidades: características que o definam no meio de uma multidão. Amplie o olhar horizontalmente e procure iniciar em um patamar igual ao dos demais, nunca acima ou abaixo em uma posição hierárquica. A menos que escolha um dos cannons disponíveis, você não deverá ser um trainee com competência artísticas extraordinárias no princípio mas também não precisa, necessariamente, ser isento de qualquer talento. Continuamente, pense na progressão de suas habilidades e como o contexto do RPG te moldará, estipule hipóteses e expectativas para guinadas inovadoras que complementem ou reformulem as suas atitudes diante do mundo em que vive. Passará de antissocial para carismático? Descobre-se com autismo e sente dificuldades em interagir com os demais? As possibilidades são infinitas.


2. Oratória: Assim como um texto é composto de um parágrafo e este último de frases, que ainda obedecem à regência de partículas ainda menores, um RPG de fórum é composto de frações representadas pela sua interação como personagem no mundo que o cerca. Diante disso, criou-se a necessidade de estabelecer alguma rotatividade, dado o número plural de jogadores interpretando simultaneamente. A menos que as ações que rondem um RP – e aqui incluem-se tanto os particulares quanto os abertos – sejam previamente combinadas com os demais integrantes do mesmo, evite premeditar e até mesmo fixar comportamentos para personagens que não lhe pertencem.

Os turnos em uma sequência de posts de uma RP vigoram com unanimidade por se mostrarem eficientes na organização de discussões, conversas, beijos e todas as outras infinitas possibilidades interpretativas do RPG. A cada post, um integrante da cena está apto a modificar o ambiente que o cerca para provocar, reacionariamente, mudanças que atinjam os demais presentes. Para isso você dispõe de tempo e da sua capacidade descritiva, limitado pelo seu próprio personagem sobre o que pode ou não realizar naquele período de tempo. As ordens dos turnos são definidas exclusivamente por iniciativa, ou seja: o ciclo se reinicia no primeiro, passa do segundo ao último e retorna à origem.


3. Postura: Assim como as regras de base do RPG, preza-se pela conduta simpática e compreensiva nos jogadores também em âmbito offline, projetando um bom caráter que molda não só o interpretador como gera um legado indiscutivelmente benéfico ao redor dele. Não só para promoção pessoal, a adoção de um bom comportamento é indispensável para o funcionamento dos espaços compartilhados, progredindo em vitalidade as interações e as teias de papéis prestados dentro do contexto de Seoulite.



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